Lane Kiffin usou ChatGPT para aconselhamento jurídico envolvendo LSU

O head coach Lane Kiffin, do LSU Tigers, durante a partida contra o Clemson Tigers, no Tiger Stadium, em 5 de setembro de 2026, em Baton Rouge, Louisiana. (Foto: Gus Stark/LSU)
O head coach Lane Kiffin, do LSU Tigers, durante a partida contra o Clemson Tigers, no Tiger Stadium, em 5 de setembro de 2026, em Baton Rouge, Louisiana. (Foto: Gus Stark/LSU)

Lane Kiffin conseguiu colocar mais um ingrediente inusitado em uma das histórias mais estranhas do futebol americano universitário em 2026.

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Em meio à disputa envolvendo a LSU e a SEC pela possibilidade de utilizar jogadores que já haviam passado pelo futebol profissional, o treinador teria recorrido ao ChatGPT para buscar aconselhamento sobre a questão jurídica. A informação foi revelada pelo advogado Tom Mars, que trabalhava com Kiffin no caso.

Segundo Mars, Kiffin recebeu orientações jurídicas sobre a tentativa da LSU de adicionar ao elenco jogadores que haviam assinado contratos profissionais, mas, em algumas ocasiões, respondeu apresentando argumentos encontrados no ChatGPT.

De acordo com o advogado, o treinador chegou a enviar capturas de tela das respostas da inteligência artificial para contestar seus argumentos.

O problema, segundo Mars, é que as respostas da IA não eram exatamente confiáveis.

O advogado afirmou que o ChatGPT estava “quase sempre errado” nas respostas relacionadas à situação jurídica enfrentada pela LSU.

A história surgiu durante a tentativa da LSU de contar com Zxavian Harris e Dae’Quan Wright, jogadores que haviam deixado o futebol universitário e passado pelo ambiente profissional. A questão levantou um debate sobre as regras de elegibilidade e sobre até que ponto atletas que já haviam ingressado no futebol profissional poderiam retornar ao college football.

A disputa acabou chegando aos tribunais e colocou LSU e SEC em lados opostos.

O caso já seria incomum por envolver jogadores que tentavam fazer o caminho inverso do tradicional, sair do college, passar pelo futebol profissional e depois retornar à universidade. Mas a participação de uma inteligência artificial na discussão jurídica tornou a história ainda mais peculiar.

Mars contou que, enquanto tentava orientar Kiffin sobre os riscos da estratégia adotada pela LSU, recebia do treinador respostas baseadas nas informações fornecidas pelo ChatGPT.

A situação levou o advogado a fazer uma observação irônica: para alguém envolvido em uma disputa jurídica tão importante, seria melhor consultar profissionais especializados em direito do que confiar em uma ferramenta de inteligência artificial.

No fim, a LSU decidiu não colocar os dois jogadores no elenco.

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Tiago Munden
Iniciou no esporte como jogador no Amazon Black Hawks (Manaus) em 2009. Passou pelo GET Eagles (atual Galo) e se aposentou dos campos em 2016, passando a atuar na diretoria da equipe. Em 2017, tornou-se membro da Touchdown Mineiro e da FABr Network, cobrindo principalmente o futebol americano em Minas Gerais. Ingressou no América Locomotiva em 2018 e, no mesmo ano, passou a integrar a FEMFA. Em 2021, foi vice-presidente da CBFA na chapa com Cris Kajiwara. Desde 2016, atua também como narrador, comentarista, colunista, fotógrafo e cinegrafista.

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