Dez universidades entram no College Flag Football feminino nos EUA

Jogo entre UW-Stout e University of Northwestern–St. Paul, que iniciaram seus programas de College Flag Football em 2025. (Imagem: Divulgação UW-Stout Athletics)
Jogo entre UW-Stout e University of Northwestern–St. Paul, que iniciaram seus programas de College Flag Football em 2025. (Imagem: Divulgação UW-Stout Athletics)

A expansão do flag football feminino no ambiente universitário dos Estados Unidos ganhou mais força nesta semana. Dez novas universidades vão participar da liga feminina da NIRSA (National Intramural and Recreational Sports Association, um passo antes da NCAA) na temporada 2026-27, ampliando ainda mais o número de instituições que oferecem a modalidade às estudantes.

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As novas equipes são Alabama, Florida A&M, Georgia Tech, LSU, Montana, Montana State, North Georgia, Staten Island, Utah e Winthrop. Os times participarão da NIRSA Women’s Flag Football Club League na próxima primavera.

Além das 10 novas equipes, outras universidades também anunciaram a criação de programas. North Georgia e North Texas terão clubes estudantis de flag football feminino já na temporada 2026-27, enquanto Washington Adventist University planeja iniciar suas atividades em 2027-28.

O movimento mostra que o crescimento da modalidade não está restrito aos programas universitários de alto nível. O flag feminino vem avançando simultaneamente por diferentes caminhos: clubes estudantis, programas universitários, NCAA, NAIA e competições de base.

A velocidade de expansão também pode ser observada entre os programas que estão deixando o nível de clube para se tornar equipes universitárias. Segundo o Collegiate Flag Football, 26 universidades da NCAA Division I já adicionaram ou anunciaram planos para adicionar programas universitários de flag feminino, com estimativa de que o número possa chegar a pelo menos 70 equipes na Division I durante a temporada 2027-28.

O crescimento acompanha a consolidação do flag football como modalidade esportiva nos EUA. Em 2026, a NAIA passou a reconhecer o flag feminino como esporte de campeonato, enquanto a NCAA também avançou no processo para transformar a modalidade em esporte oficial de campeonato.

Com a entrada de novas universidades a cada semana, o cenário aponta para uma expansão que vai muito além da preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O flag feminino está criando uma estrutura própria dentro das universidades americanas, com novas equipes, treinadores, competições e oportunidades para atletas.

Para uma modalidade que ainda busca ampliar sua presença em outros mercados, o crescimento no sistema universitário dos EUA pode ser um dos principais motores para formar a próxima geração de jogadoras e consolidar o flag como esporte de alto rendimento.

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Tiago Munden
Iniciou no esporte como jogador no Amazon Black Hawks (Manaus) em 2009. Passou pelo GET Eagles (atual Galo) e se aposentou dos campos em 2016, passando a atuar na diretoria da equipe. Em 2017, tornou-se membro da Touchdown Mineiro e da FABr Network, cobrindo principalmente o futebol americano em Minas Gerais. Ingressou no América Locomotiva em 2018 e, no mesmo ano, passou a integrar a FEMFA. Em 2021, foi vice-presidente da CBFA na chapa com Cris Kajiwara. Desde 2016, atua também como narrador, comentarista, colunista, fotógrafo e cinegrafista.

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