O Mundial de Flag Football em Düsseldorf terminou com o Brasil sem nenhuma vitória, no masculino e no feminino — e com a empolgação dos primeiros dias dando lugar a críticas e memes nas redes. Mas a discussão que interessa não é o placar. Enquanto o Brasil tentava se encontrar em quadra, o que se via ao redor era o tamanho real do que está em jogo: uma infraestrutura de outro patamar, China e Panamá tratando o flag como prioridade nacional, a Europa inteira se concentrando na modalidade, o México frustrado e certamente pronto para investir ainda mais, e grandes empresas como Nike e DAZN já presentes no evento — com os concorrentes delas de olho.
Em vídeo gravado direto de Düsseldorf, o Salão Oval faz um paralelo com o Mundial de 2015, em Ohio — de futebol americano tackle —, quando ficou claro que o nível internacional era muito mais alto e o Brasil precisou se unir em torno de um objetivo técnico, o que resultou na melhor fase do esporte por aqui, entre 2016 e 2019. O recado agora é maior: com sul-americanos, IFAF Américas, mundiais e a perspectiva olímpica, o calendário não dá trégua — e jogar por jogar não basta mais.



