A Big Ten aprovou por unanimidade uma nova regra que impede jogadores que tiveram vínculo com a NFL de retornar ao futebol universitário e defender uma das equipes da conferência. A decisão foi tomada na terça-feira (25) e ocorre em meio à crescente discussão sobre as regras de elegibilidade no futebol universitário dos Estados Unidos.
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Pela nova norma, não poderão integrar elencos da Big Ten jogadores que tenham declarado entrada no Draft da NFL e não retirado o nome, assinado contrato com uma liga profissional ou pertencido ao elenco de uma equipe profissional.
A decisão foi aprovada inicialmente pelos diretores esportivos das universidades da conferência e, posteriormente, recebeu aprovação unânime dos representantes acadêmicos das instituições.
A medida surge após uma recente decisão judicial na Louisiana ampliar a elegibilidade de alguns atletas da classe de ensino médio de 2022, criando a possibilidade de jogadores que já haviam passado pelo futebol profissional retornarem ao nível universitário. O caso ganhou repercussão depois que a LSU demonstrou interesse em contratar jogadores que haviam passado pela NFL.
Entre os atletas envolvidos estavam Dae’Quan Wright e Zxavian Harris, que haviam integrado elencos da NFL e posteriormente receberam autorização judicial para voltar ao futebol universitário. A situação gerou preocupação entre outras universidades, que passaram a questionar o impacto competitivo de permitir que jogadores com experiência profissional retornassem aos times universitários.
A Big Ten também estabeleceu punições para universidades que descumprirem a nova regra. O técnico da equipe infratora poderá ser suspenso por 50% dos jogos restantes da temporada, além de uma multa cujo valor não foi divulgado.
A decisão da Big Ten foi seguida no mesmo dia pela SEC (Southeastern Conference), que também proibiu o retorno de atletas que tenham experiência profissional. A regra da SEC é ainda mais abrangente, alcançando jogadores que tenham passado por ligas como NFL, NBA, WNBA e G League.
Outras grandes conferências universitárias, como ACC e Big 12, também avaliam adotar medidas semelhantes. O movimento aumenta a pressão sobre a NCAA e o Congresso dos Estados Unidos para estabelecer regras nacionais mais claras sobre a elegibilidade de atletas que transitam entre o esporte universitário e o profissional.
A controvérsia ocorre em um momento de profundas mudanças no esporte universitário americano, marcado pela expansão dos direitos dos atletas, pelo sistema de transferências e pela possibilidade de compensação financeira. Para as conferências, a proibição busca preservar a separação entre o futebol universitário e o profissional e evitar que programas utilizem atletas com experiência na NFL para obter vantagem competitiva.



