“Já fui derrubado no concreto”: Dak Prescott desdenha da polêmica do gramado do Maracanã

Quarterback dos Cowboys também disparou contra os Eagles, arriscou o português e disse que a viagem ao Rio é "estritamente negócios" Foto: Victor Francisco / Salão Oval

Enquanto a imprensa brasileira e americana passou a semana discutindo o estado do gramado do Maracanã, Dak Prescott resolveu o assunto em três frases. Questionado sobre o que havia escutado a respeito do campo, o quarterback do Dallas Cowboys disse que simplesmente não acompanhou a discussão, que confia no próprio equipamento e que, se a liga vai permitir que o jogo aconteça, então a condição é suficiente.

Em seguida veio a frase que resume a postura. De onde ele vem, disse, já jogou em coisa muito pior e já foi derrubado no concreto. Se a grama está macia, está ótimo. E emendou, com bom humor: a intenção, de qualquer forma, é não encostar no chão.

A resposta contrasta com o clima da semana e também com a do próprio técnico, Brian Schottenheimer, que no mesmo dia disse não ter dúvidas sobre o campo, mas admitiu que a equipe tem planos alternativos caso precise. Prescott não deixou brecha nem para isso.

“Não gostamos daquele time”

O momento mais direto da coletiva veio de uma pergunta sobre o Philadelphia Eagles, que jogou no Brasil em 2024, venceu e terminou aquela temporada campeão do Super Bowl. Um jornalista perguntou se aquele precedente servia de combustível.

A resposta foi seca: eles não gostam daquele time. Vieram aqui, venceram, ótimo para eles. Prescott disse que a única correlação que aproveita da história é essa, e que no momento o assunto é apenas Cowboys e Ravens.

Logo depois, deixou claro que não trata o jogo como evento especial: dá para ter feito isso em qualquer lugar, com a mesma mentalidade, e o objetivo é voltar aos Estados Unidos com a segunda vitória do ano.

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“Partiu”

O trecho que mais deve circular no Brasil não tem nada de tático. Perguntado se havia aprendido alguma palavra em português, Prescott arriscou “partiu”, errou a pronúncia algumas vezes, pediu correção aos jornalistas e repetiu até chegar perto. Disse que não tem vergonha de tentar e quis confirmar o significado, algo como “lá vamos nós”.

Ao ser perguntado se já tinha comido um bom churrasco, respondeu que experimentou no almoço e achou bom, mas que tinha pesquisado passeios pela internet antes de viajar e, ao chegar, entendeu que a agenda não permitia nada disso. A expressão que usou foi a mesma do técnico: estritamente negócios. Prometeu voltar na off-season para ser turista de verdade.

Sobre o Cristo Redentor, admitiu que ainda não tinha visto e perguntou se conseguiria avistá-lo no caminho para o estádio. Quando um jornalista confirmou que sim, comemorou.

O que espera do Maracanã

Prescott disse ter ouvido a comparação que já circula sobre os jogos no Brasil, a de que o ambiente lembra um Pro Bowl agitado. Concordou com a parte da energia e fez uma ressalva técnica interessante: talvez não seja o público mais ruidoso nos terceiros downs ou nos momentos decisivos, como acontece nos estádios americanos, mas a energia ao longo do jogo é diferente.

Sobre o estádio em si, citou a história do lugar, os Jogos Olímpicos e os grandes eventos, e disse que o que define uma arena é quem a preenche. Repetiu, em mais de uma resposta, a ideia de que pensa em quem está assistindo ao futebol americano pela primeira vez.

O plano contra Baltimore

Na única pergunta puramente tática, sobre como leem os disfarces defensivos dos Ravens, Prescott lembrou que só há dois jogos de Baltimore para estudar nesta temporada, mas que o confronto do ano passado contra o mesmo coordenador, então no Los Angeles Chargers, tem sido peça central do planejamento.

Sobre a abordagem, foi categórico: eles têm resposta para o que vier, não vão sair da própria identidade para reagir ao adversário, e a intenção é ser o lado agressivo, deixando o Baltimore na defensiva.

Prescott ainda foi cumprimentado na coletiva pela marca de touchdowns na franquia e respondeu sobre flag football, do qual é embaixador, dizendo que a modalidade é o caminho para expandir o futebol americano pelo mundo, e que depois se pode levar essas pessoas ao jogo de contato.

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Editor-chefe do Salão Oval, maior plataforma de mídias destinada ao FABR, Social Media Journalist da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e Social Media Editor para a Premier League (Campeonato Inglês de Futebol). Realizei coberturas nacionais pelas cinco regiões do Brasil e também nos EUA (Mundial de Ohio) e Perú (1º Torneio Guerrero de Los Andes), sempre acompanhando o futebol americano nacional de perto. Narrador e comentarista para o futebol americano nacional em diversas ocasiões (BandSports, Fox Sports e Globo Esporte.com), fui também jogador da Lusa Lions (flag 2008) e do Corinthians Steamrollers (2009 a 2012).

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