Estrela do beisebol, Kinley Rasmus também é destaque no flag football

Além de jogar flag, a jovem jogadora do Phenix City igualou o recorde de strikeouts de Mone Davis, uma figura lendária no torneio. (Foto Brett Crossley)
Além de jogar flag, a jovem jogadora do Phenix City igualou o recorde de strikeouts de Mone Davis, uma figura lendária no torneio. (Foto Brett Crossley)

A jovem Kinley Rasmus, de 12 anos, está chamando a atenção nos Estados Unidos por seu desempenho na Little League World Series, mas o beisebol não é o único esporte em que ela se destaca. A atleta também é titular de uma das principais equipes de flag football feminino do país: a Central High School, de Phenix City, no Alabama.

Aluna da sétima série, Rasmus faz parte do time que inicia a temporada de 2026 como número 1 do ranking nacional de pré-temporada do USA TODAY Sports. A Central também chega ao novo ano após uma sequência de 58 vitórias consecutivas, com a última derrota registrada em novembro de 2022.

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A jovem, porém, precisou adiar seu início na temporada de flag football para representar Phenix City na Little League World Series, em Williamsport, na Pensilvânia.

No beisebol, Rasmus tornou-se uma das grandes personagens do torneio. Ela foi responsável por levar a equipe de Phenix City à competição nacional pela primeira vez em 27 anos. Na final regional do Sudeste, contra Tennessee, lançou um jogo completo sem sofrer corridas, permitindo apenas três rebatidas e registrando oito strikeouts.

Na estreia da Little League World Series, contra Washington, ela voltou a impressionar. Rasmus lançou seis entradas sem permitir uma corrida, sofreu apenas uma rebatida e conseguiu oito eliminações por strikeout, igualando o recorde de Mo’ne Davis, de 2014, para o maior número de strikeouts de uma menina em uma partida da competição. Phenix City, entretanto, perdeu por 2 a 0 na prorrogação.

A atuação reforçou uma característica que já chama atenção de seus treinadores: a capacidade de competir em alto nível em diferentes esportes.

Segundo Mitchell Holt, técnico da Central no flag football e no softball, Rasmus começou a participar de treinamentos com atletas cinco, seis e até sete anos mais velhas e rapidamente mostrou que conseguia acompanhar o ritmo. Para o treinador, a diferença de idade e o nível de competição não parecem intimidá-la.

No flag football, a expectativa é que Rasmus tenha um papel importante na Central nesta temporada. A equipe conquistou três títulos estaduais consecutivos do Alabama e chega ao novo campeonato como uma das principais forças do país. Enquanto ela esteve em Williamsport, o time iniciou sua campanha com uma vitória por 38 a 0 sobre Montgomery Catholic, em 20 de agosto.

Uma família ligada ao esporte

O talento de Kinley também está inserido em uma família com forte tradição no beisebol. Ela é filha de Cory Rasmus, ex-arremessador da MLB, e sobrinha de Colby Rasmus, que teve uma carreira de dez anos nas grandes ligas.

A família Rasmus também possui uma história especial na própria Little League World Series. Em 1999, Cory e Colby fizeram parte da equipe de Phenix City que chegou a Williamsport e conquistou o campeonato dos Estados Unidos. A equipe, entretanto, perdeu para o Japão na disputa pelo título mundial.

Agora, 27 anos depois, Kinley representa a nova geração da família no torneio. Ela divide a equipe com seu primo Ryker Rasmus, enquanto seu pai Cory atua como assistente técnico e seu tio Case é o treinador principal.

Além do desempenho no beisebol, a trajetória de Kinley no flag football mostra como a modalidade feminina vem ganhando espaço entre jovens atletas nos Estados Unidos. Aos 12 anos, ela já integra uma equipe de elite nacional e se prepara para disputar o nível escolar ao lado de jogadoras mais velhas.

O caso também evidencia a crescente conexão entre diferentes esportes no desenvolvimento das atletas jovens. A velocidade, agilidade, capacidade de leitura de jogo e coordenação exigidas pelo flag football podem complementar características desenvolvidas no beisebol, e, Rasmus é um exemplo de atleta que consegue transitar entre as duas modalidades.

Para a Central, o retorno de sua jovem estrela representa um reforço importante para uma equipe que busca manter sua hegemonia. Para Kinley, a temporada promete um desafio ainda maior: depois de ganhar projeção nacional no beisebol, ela terá a oportunidade de mostrar que também pode ser protagonista no campo de flag football.

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Tiago Munden
Iniciou no esporte como jogador no Amazon Black Hawks (Manaus) em 2009. Passou pelo GET Eagles (atual Galo) e se aposentou dos campos em 2016, passando a atuar na diretoria da equipe. Em 2017, tornou-se membro da Touchdown Mineiro e da FABr Network, cobrindo principalmente o futebol americano em Minas Gerais. Ingressou no América Locomotiva em 2018 e, no mesmo ano, passou a integrar a FEMFA. Em 2021, foi vice-presidente da CBFA na chapa com Cris Kajiwara. Desde 2016, atua também como narrador, comentarista, colunista, fotógrafo e cinegrafista.

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