Entre os jogadores do New Orleans Saints que foram ao jogo entre PSG e Barcelona nesta semana em Paris, nenhum saiu tão empolgado quanto Justin Reid. “Foi literalmente o ponto alto da minha viagem”, disse o safety, na coletiva antes do duelo contra o Pittsburgh Steelers, neste domingo, dia 25, no Stade de France. Reid contou que o futebol europeu foi o seu “primeiro amor” quando criança e que ver um jogo do PSG ao vivo estava na sua lista havia muito tempo. “É um momento de fechar um ciclo para mim”, afirmou.
O jogador disse ter adorado tudo: o aquecimento, as bandeiras, os mosaicos da torcida e os cantos, que não param durante toda a partida. “Eu meio que gostaria que alguns jogos da NFL tivessem esse mesmo tipo de eletricidade”, disse. Ele também revelou uma ligação antiga com o clube: há cerca de seis anos, viu uma partida do time feminino do PSG, em que jogava Alana Cook, namorada de um colega de quarto da época da faculdade. Esta foi a primeira vez que viu o time masculino.
Perguntado se gostaria que o Saints jogasse em Paris todos os anos, Reid topou na hora, com uma condição. “Eu não me importaria nem um pouco, desde que a gente venha uma semana antes”, disse, lembrando que a diferença de fuso é difícil de encarar. “Não é sempre que alguém pode dizer que veio à França de graça para jogar futebol americano. Me mandem para um jogo do PSG todo ano. Todo ano. Estou aqui. Estou pronto.”
A condição tem base na experiência. Reid já disputou jogos internacionais em Londres e na Alemanha, e contou que, em todos eles, o time chegou uma semana antes. Para ele, as equipes que desembarcam na quinta ou na sexta estão “jogando os dados”, apostando que todo o elenco vai estar pronto ao mesmo tempo. “Tudo depende de como você lida com isso”, afirmou. A receita dele: usar os dois primeiros dias para se adaptar e conhecer a cidade e, a partir de quarta, voltar à rotina normal, porque “a missão, no fim das contas, é vencer o jogo no domingo”.



