
O Curitiba Silverhawks é tricampeão brasileiro de futebol americano feminino. Neste sábado (17), no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, a equipe venceu o Brasília Pilots por 15 x 14 no National Women’s Bowl, a final da Superliga Feminina de Futebol Americano.
Depois de empatar por 7 x 7 no tempo regulamentar e ficar atrás por 14 x 7 na prorrogação, o Silverhawks virou o placar com um touchdown de Blue e uma conversão decisiva de dois pontos executada pela quarterback Luiza Mehl.
A conquista leva o time paranaense ao terceiro título nacional, igualando o Cariocas FA entre os maiores campeões da história da competição. A Portuguesa, também conhecida como Lusa Jaguars, lidera o ranking, com quatro conquistas. Para a presidente da CBFA, Cristiane Kajiawara, essa final entrou para a história e isso graças ao trabalho árduo das equipes, aliado ao apoio da Confederação:
“Mais uma final de Superliga decidida nos últimos segundos, o que mostra o quanto as duas equipes foram guerreiras e lutaram até o fim. No tempo regulamentar, o empate em 7 x 7 deixava tudo em aberto, e o Silverhawks conquistou a vitória na prorrogação. A equipe chega ao tricampeonato, resultado de um grande trabalho, que reforça a importância de nós, como Confederação, apoiarmos sempre o futebol americano feminino e o esporte feminino como um todo. Também deixo meus parabéns ao Brasília Pilots que chegou à sua primeira final e fez, junto ao Silverhawks, essa final se tornar histórica”.
National Women’s Bowl definida no último segundo
O Curitiba Silverhawks abriu o placar no 2º quarto, quando Sarah marcou o primeiro touchdown da partida. A quarterback Luiza Mehl converteu o ponto extra e colocou a equipe curitibana em vantagem por 7 x 0.
O Brasília Pilots reagiu no 3º quarto. A receiver Lari Cortez marcou o touchdown de empate, e Janaína Nahere converteu o ponto extra para deixar o placar em 7 x 7, resultado que permaneceu até o fim do tempo regulamentar.
A decisão foi para a prorrogação, e o Pilots saiu na frente. A running back Andressa Hotsumi marcou um touchdown, seguido por mais um ponto extra convertido por Janaína Nahere, levando o placar a 14 x 7.
O Silverhawks precisava responder. Blue marcou o touchdown que aproximou novamente as equipes no placar. A head coach do time de Curitiba, Camila Malafaia, pediu tempo e traçou a estratégia para tentar a conversão de 2 pontos.
Na sequência, Luiza Mehl correu para converter a tentativa de dois pontos e colocou o time curitibano à frente por 15 x 14, assegurando o título nacional.
Três títulos e lugar entre os maiores campeões
Com o resultado, o Curitiba Silverhawks soma três títulos nacionais, conquistados em 2019, 2023 e 2026. A equipe passa a dividir com o Cariocas FA a 2ª posição entre os maiores campeões brasileiros da modalidade, atrás apenas da Portuguesa/Lusa Jaguars, que tem quatro títulos.
A decisão também marcou a primeira presença do Brasília Pilots em uma final da Superliga Feminina. A equipe do Distrito Federal terminou como vice-campeã após levar a disputa até a prorrogação e ficar a uma conversão de conquistar o título inédito.
Maiores campeãs da Superliga Feminina de Futebol Americano
- 1º Portuguesa FA / Lusa Jaguars – 4 títulos
- 2º Curitiba Silverhawks – 3 títulos
- 2º Cariocas FA – 3 títulos
- 3º Sinop Coyotes – 2 títulos

Sarah lidera as premiações individuais da temporada
Além da conquista coletiva, a Superliga Feminina de 2026 reconheceu atletas que se destacaram em diferentes setores do jogo.
Running back do Silverhawks, Sarah foi escolhida como MVP ofensiva. Em apenas três partidas, acumulou mais de 250 jardas, manteve média superior a um touchdown por jogo e ultrapassou sete jardas por carregada. A jogadora terminou com o dobro de jardas da 2ª colocada. Sarah também foi eleita MVP Geral da Superliga Feminina de Futebol Americano 2026.
O prêmio de MVP de times especiais ficou com Michele Casado, camisa 9 da Lusa Jaguars. A kicker registrou um chute de 37 jardas e aproveitamento superior a 80% na temporada. Ela também se destacou pelo desempenho nos retornos de kickoff, contribuindo para limitar o avanço dos adversários.
Já Mayara, do Brasília Pilots, recebeu o prêmio de MVP defensiva. A atleta encerrou a temporada com quase 20 tackles, média superior a um tackle para perda de jardas por partida, três interceptações e múltiplos passes desviados.


