Campanha invicta das Valkyrias rende ao Norte o primeiro título da Super Final de Flag

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Foto: Flag Football Brasil

A conquista das Valkyrias (AM) no último domingo (28) foi mais do que um feito de uma só equipe. Com a vitória sobre o Phoenix (SP) por 21 a 0, elas se sagraram campeãs invictas da Super Final Feminina da Copa do Brasil e entraram para a história do Flag Football 5×5. O título brasileiro foi o primeiro da região Norte na modalidade desde a primeira edição do torneio, disputada em 2013.

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“Foi o maior título do Norte a nível nacional. Vencer essa Super Final foi indescritível, uma sensação sem igual, muito gratificante para todos nós da região. Não só para o nosso time, considero que essa vitória foi do Norte”, afirmou Coach Naza, coordenador ofensivo e um dos fundadores das Valkyrias, ao Salão Oval.

Com uma delegação composta por 14 atletas, dois treinadores e uma acadêmica de fisioterapia, a equipe partiu de Manaus, do Amazonas, e foi até Piedade, no interior de São Paulo, para buscar a tão almejada conquista. E o sonho se tornou realidade no ano em que as Valkyrias completam dez anos de sua fundação, em 2 de novembro de 2012.

Desde então, elas são presença quase que garantida nas Super Finais de Flag, ficando fora apenas da segunda edição, em 2014. Na sétima tentativa no torneio, as pentacampeãs amazonenses e heptacampeãs do Norte conquistaram o Brasil pela primeira vez.

“A sensação é indescritível. Trazer o título para nossa região é uma responsabilidade enorme, é mostrar para os times que nada é impossível quando se tem disciplina, humildade e garra. Agora é trabalhar para manter esse título aqui”, comentou Krícia Solart, quarterback do time desde 2017 e uma das pessoas atualmente à frente do comando das Valkyrias.

Rumo à glória

Antes da Super Final, as Valkyrias venceram a etapa regional ‘Marajoara’ e carimbaram sua presença na fase decisiva. A campanha vitoriosa na fase decisiva teve início no Grupo D, junto de Goiânia Rednecks (GO), Sorocaba Vipers (SP) e Desterro Atlantis (SC).

Logo na estreia, diante do Rednecks, as amazonenses venceram por 41 a sete. No segundo jogo, contra o Vipers, as Valkyrias marcaram novamente 41 pontos, mas não foram vazadas pelas adversárias.

Depois do início avassalador, elas foram postas à prova no último jogo da fase de grupos. A equipe começou perdendo para o Atlantis por 19 a 0, mas conseguiu virar o duelo e terminou vitoriosa por 26 a 25, classificando-se na primeira colocação. Nas quartas, mais um triunfo com 41 pontos somados no marcador, diante de apenas 13 do Bulls Potiguares.

A semifinal contra o Vasco Almirantes marcou a segunda virada das Valkyrias na competição. Elas começaram atrás no placar, conseguiram empatar e, após um emocionante overtime, triunfaram por 9 a 8. Na grande decisão, o time teve uma exibição perfeita e não levou pontos do Phoenix, terminando com a vitória por 21 a 0 e se sagrando campeãs nacionais pela primeira vez.

“A atuação foi perfeita, uma campanha invicta. Em alguns momentos estivemos atrás no placar, mas conseguimos manter a cabeça no lugar e viramos o jogo”, analisou Naza. “A campanha foi a melhor do Brasil, não à toa nos tornamos campeãs brasileiras invictas”, complementou Krícia. 

Próximos passos

A vitória na Super Final Feminina coroou o trabalho da equipe e também foi um importante marco para a região. “Essa vitória não foi só para as Valkyrias, foi realmente para o Norte. É o que a gente sempre buscou, pelo menos um pouco de reconhecimento, ajuda e patrocínio”, ressaltou Coach Naza.

No entanto, não foram todas as Valkyrias que puderam erguer a taça em São Paulo. O treinador ofensivo contou que quatro atletas da equipe não conseguiram viajar para a Super Final em São Paulo. Sobre o esforço do time para disputar o torneio, a quarterback também revelou que algumas jogadoras tiveram que vender pertences próprios para custear os gastos, enquanto outras comercializaram bebidas em eventos para arrecadar dinheiro.

“A gente quer que [o título] tenha impacto na nossa região e que a gente consiga um pouco mais de apoio, porque somos campeões, mas agora temos que manter. E isso requer que tenhamos bastante apoio”, complementou Naza.

“Espero que a conquista impacte a região dê maneira expansiva. Precisamos de mais times competitivos e precisamos colocar esse esporte em escolas e centros esportivos. O Flag é gigante e precisamos que comecem a olhar para ele”, finalizou Krícia.

Com o título, as Valkyrias ficarão com a Taça dos Campeões, novidade deste ano da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA), até a Super Final de 2023. No ano que vem, como atuais vencedoras, a equipe terá o objetivo de manter a taça no Norte. Além disso, elas podem se tornar a segunda equipe feminina bicampeã nacional – a primeira foi o Fluminense Guerreiras (RJ), em 2014 e 2015.

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