O general manager do New Orleans Saints, Mickey Loomis, falou à imprensa nesta quarta (21), durante o treino da equipe em Paris – o primeiro de um time da NFL na França. O time enfrenta o Pittsburgh Steelers neste domingo, dia 25, no Stade de France. Perguntado sobre por que a equipe passa a semana inteira na França, em vez de chegar só alguns dias antes do jogo, ele deu dois motivos. O primeiro é técnico: os jogadores precisam se adaptar ao fuso horário e ao ambiente. O segundo é de imagem. “Queremos ser embaixadores do nosso esporte e da nossa organização, e é difícil fazer isso num período curto de dois ou três dias”, afirmou. Segundo ele, vários jogadores já fizeram aparições e atividades pela cidade.
O dirigente contou que foi a um jogo do PSG na noite anterior, ao lado de membros da comissão e de alguns atletas. Parabenizou o clube pela vitória e agradeceu pela “experiência memorável”. Perguntado sobre o que a parceria entre os dois clubes pode render na construção de uma base global de fãs, disse não conhecer os detalhes, que ficam com as áreas de negócios. Mesmo assim, afirmou ter tirado lições da apresentação e do clima da partida, e que talvez algumas possam ser aplicadas pelo Saints.
NFL e PSG apresentam camisas inspiradas em Paris antes de estreia na França
A expansão pode não parar na França. Quando um jornalista lembrou que o Saints também adquiriu direitos de mercado na Itália, Loomis respondeu que “não ficaria surpreso” com um jogo no país e que Gayle Benson, dona da franquia, gostaria disso. Ressalvou, porém, que não sabe de nada específico. Sobre a frequência ideal de jogos fora dos Estados Unidos, disse não ter uma posição definida, mas deixou clara uma preferência: não gosta de abrir mão de uma partida em casa e prefere jogar como visitante. Por isso, os anos em que o time tem nove jogos em casa seriam os que “fazem mais sentido”.
Ele também falou do crescimento do esporte na França. Um representante da federação francesa perguntou se o Saints vai ajudar a desenvolver o futebol americano com contato, e não apenas o flag. Loomis disse esperar que sim, embora não conheça planos concretos. Lembrou que a NFL desenvolve academias de futebol americano e que há discussões sobre o tema na França e em outros países, como forma de levar o esporte a lugares onde ele ainda não existe.




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