Flag Football: Seleção Sub-23 quer preencher vácuo na formação de atletas

Seleção sub-23 de Flag Football pode vir a participar de torneios internacionais Foto: Yan Barros / CBFA

Entre a última partida de um atleta pela sub-17 e a primeira convocação para a seleção principal, o flag football brasileiro tinha um buraco de mais de dez anos. A seleção sub-23, que reuniu seus jogadores em treinamento no feriadão dos dias 10 e 11 de outubro, existe para preencher exatamente esse espaço — e, segundo o head coach Lucas David, é dela que depende a velocidade com que o Brasil consegue renovar o elenco principal.

“A preocupação da gente na sub-23 é municiar esse jogador com as armas que faltam para ele dar esse salto da base para a seleção principal”, afirmou o treinador, em entrevista ao Salão Oval durante o treino.

Dentro do ecossistema Brasil Onças, a sub-23 ocupa uma posição particular. Ela está sob o guarda-chuva das categorias de base, mas não é tratada como tal. “A gente fala sobre ela como uma seleção de transição”, explica David. As categorias oficiais da IFAF são a sub-15 e a sub-17; a sub-23 é uma criação brasileira para resolver um problema brasileiro.

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De sub-20 para sub-23: por que o limite subiu

A seleção de transição nasceu como sub-20. A mudança veio de uma constatação simples sobre quem estava do outro lado da ponte.

“A gente viu que a média de idade da seleção principal, quando a seleção sub-20 foi criada, era uma média de idade muito alta. Então a gente ia na transição terminar muito cedo e os jogadores iam entrar nesse limbo, vamos dizer assim, com um espaço muito grande até a seleção principal.”

Segundo o treinador, a média da principal chegava perto dos 30 anos à época. Elevar o corte para 23 alinhou o Brasil a um padrão que existe em outros esportes: é a idade olímpica no futebol e a do Global Jam, um dos principais torneios de formação do basquete mundial.

O ganho é duplo. A categoria passou a englobar atletas que não teriam oportunidade numa sub-20 e ampliou o tempo de permanência de quem sai da sub-17. “Em vez de ser uma transição de três anos, a transição pode chegar a seis anos desse jogador maturando e aprendendo um flag situacional, estratégico, tático.”

A vantagem de não ser categoria oficial da IFAF

Ficar fora do calendário oficial da federação internacional, à primeira vista uma limitação, virou ferramenta. Como a sub-23 não é categoria reconhecida pela IFAF, o Brasil Onças Sub-23 pode ser convidado para competições sem a restrição de faixa etária — inclusive torneios de flag adulto. “A ideia é que a gente participe de torneios com os meninos. E aí a gente já vai colocar essa transição à prova para acelerar essa maturação dos jogadores.”

Na prática, significa expor atletas em formação a adversários mais experientes antes de chegarem à principal.

Confira a entrevista completa, com muito mais pontos abordados e lances do treinamento no final do vídeo!

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Editor-chefe do Salão Oval, maior plataforma de mídias destinada ao FABR, Social Media Journalist da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e Social Media Editor para a Premier League (Campeonato Inglês de Futebol). Realizei coberturas nacionais pelas cinco regiões do Brasil e também nos EUA (Mundial de Ohio) e Perú (1º Torneio Guerrero de Los Andes), sempre acompanhando o futebol americano nacional de perto. Narrador e comentarista para o futebol americano nacional em diversas ocasiões (BandSports, Fox Sports e Globo Esporte.com), fui também jogador da Lusa Lions (flag 2008) e do Corinthians Steamrollers (2009 a 2012).

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