Grand Slam of Flag anuncia torneio feminino com premiação de US$ 500 mil

Da esquerda: Michael Strahan e Constance Schwartz-Morini (cofundadores da SMAC Entertainment), Tish Galindo (Fundadora do Women Raise the Game e da The 360 Agency) e Tamala Barksdale (sócia e diretora de estratégia da The 360 Agency, também cofundadora do Women Raise the Game)
Da esquerda: Michael Strahan e Constance Schwartz-Morini (cofundadores da SMAC Entertainment), Tish Galindo (Fundadora do Women Raise the Game e da The 360 Agency) e Tamala Barksdale (sócia e diretora de estratégia da The 360 Agency, também cofundadora do Women Raise the Game)

O flag football feminino ganhará um novo palco internacional em fevereiro de 2027. Anunciado em 13 de outubro, o Grand Slam of Flag será uma série de torneios internacionais que reunirá algumas das principais seleções femininas do mundo, com uma premiação total de US$ 500 mil, apresentada pelos organizadores como a maior já oferecida na história da modalidade feminina.

Leia também: Destaques olímpicos jogam novo esporte de LA28: o Flag Football

A primeira edição será realizada em Los Angeles, durante a semana que antecede o Super Bowl LXI, marcado para 14 de fevereiro de 2027. Estados Unidos, Canadá, México, Grã-Bretanha, Espanha e China são as seis seleções convidadas para a competição inaugural.

O torneio é organizado por um consórcio formado pela SMAC Entertainment, Creative Artists Agency (CAA) e EverWonder Studio, em associação com a Federação Internacional de Futebol Americano (IFAF). Michael Strahan, membro do Hall da Fama e ex-jogador da NFL, está entre os parceiros fundadores. A comissão da série ficará a cargo de Sam Rapoport, executiva com mais de 23 anos de experiência na NFL e uma das responsáveis por iniciativas de ampliação das oportunidades para mulheres no esporte.

Premiação recorde e caminho para as Olimpíadas

A premiação de US$ 500 mil é um dos principais destaques do anúncio. Além de reunir seleções de diferentes regiões, o Grand Slam of Flag pretende criar uma plataforma comercial e de mídia capaz de ampliar a exposição das atletas e atrair novos parceiros para o flag football feminino.

Segundo os organizadores, a iniciativa não se limitará a um torneio isolado. A proposta é desenvolver uma série internacional de competições, com novas etapas e cidades-sede a serem anunciadas, consolidando um calendário de alto nível para as principais jogadoras da modalidade.

A iniciativa também está diretamente ligada à preparação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 (LA28), quando o flag football fará sua estreia no programa olímpico. A proximidade com o Super Bowl oferece uma oportunidade adicional de exposição, aproveitando a atenção internacional concentrada no futebol americano.

Seis seleções na edição inaugural

As equipes convidadas representam países com diferentes trajetórias no desenvolvimento do flag football. Estados Unidos, Canadá e México têm tradição consolidada na modalidade, enquanto Grã-Bretanha, Espanha e China também estarão presentes na disputa como equipes competitivas.

De acordo com a IFAF, a primeira edição será classificada como um torneio amistoso por convite e não distribuirá pontos para o ranking internacional da entidade. Apesar disso, a competição oferecerá às seleções uma oportunidade de enfrentar adversários de alto nível em um evento voltado à preparação e à promoção do esporte. O Brasil não aparece entre as seis seleções anunciadas para a edição inaugural.

Com uma premiação expressiva, presença de nomes conhecidos do esporte e a perspectiva de novas etapas internacionais, o Grand Slam of Flag surge em um momento importante para o flag football feminino.

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Tiago Munden
Iniciou no esporte como jogador no Amazon Black Hawks (Manaus) em 2009. Passou pelo GET Eagles (atual Galo) e se aposentou dos campos em 2016, passando a atuar na diretoria da equipe. Em 2017, tornou-se membro da Touchdown Mineiro e da FABr Network, cobrindo principalmente o futebol americano em Minas Gerais. Ingressou no América Locomotiva em 2018 e, no mesmo ano, passou a integrar a FEMFA. Em 2021, foi vice-presidente da CBFA na chapa com Cris Kajiwara. Desde 2016, atua também como narrador, comentarista, colunista, fotógrafo e cinegrafista.

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