Chuteiras derretem durante partida da NFL

Jacob Martin, do Tennessee, tenta se refrescar durante o calor. (Foto: George Walker)
Jacob Martin, do Tennessee, tenta se refrescar durante o calor. (Foto: George Walker)

O episódio aconteceu no confronto entre Philadelphia Eagles e Tennessee Titans, disputado no Nissan Stadium, em Nashville, Tennessee, no domingo (20). A partida começou às 12h (horário local) e terminou com vitória do Eagles por 24 a 20. O forte calor durante o jogo chamou atenção especialmente pelas condições do gramado artificial do estádio.

Embora a temperatura do ar estivesse em torno de 35°C, com sensação térmica de aproximadamente 40,5°C, a superfície do gramado sintético atingiu uma temperatura muito superior, 69,4°C (157°F ). O estádio estava sob alerta de calor, e a partida começou ao meio-dia, horário local.

O efeito foi sentido diretamente pelos jogadores. O guard do Eagles Cam Jurgens contou que precisou trocar suas chuteiras várias vezes porque o calor danificou o equipamento.

“O intervalo foi como uma equipe de pit stop da NASCAR me ajudando a ficar pronto para o segundo tempo. O gramado estava simplesmente irradiando calor”, relatou Jurgens após a partida.

As imagens da transmissão mostraram integrantes das equipes jogando água sobre as chuteiras dos atletas para tentar resfriá-las. Segundo relatos, o calor chegou a amolecer partes do equipamento. Na semana anterior, durante a estreia dos Titans contra o New York Jets, o safety Amani Hooker já havia relatado que a entressola de uma de suas chuteiras havia derretido completamente.

O offensive tackle Jordan Mailata também chamou atenção para o impacto do gramado. Segundo ele, o calor acumulado pela superfície de grama sintética era sentido diretamente pelos jogadores e deveria reforçar a discussão sobre o uso de campos de grama natural na NFL.

“O calor simplesmente fica ali e rebate para cima de você”, afirmou Mailata.

A situação também afetou o técnico do Eagles, Nick Sirianni. Após a vitória por 24 a 20, ele revelou que precisou receber soro intravenoso.

“Estava quente demais, todo mundo estava quente demais. Eu não joguei um snap e precisei tomar soro”, disse o treinador.

A partida acabou reacendendo a discussão sobre segurança dos jogadores e o uso de gramados sintéticos em condições de calor extremo. A associação dos jogadores da NFL já defende a adoção de campos de grama natural, e o episódio de Nashville acrescentou um novo elemento ao debate: não apenas o desgaste físico dos atletas, mas também a própria integridade dos equipamentos utilizados durante a partida.

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O horário do jogo também passou a ser questionado. A partida foi marcada para o meio-dia em Nashville, uma cidade conhecida pelas condições quentes e úmidas durante o verão. Segundo relatos citados pela ESPN, jogadores e funcionários chegaram a questionar a decisão de realizar o confronto à tarde em meio às altas temperaturas.

Dentro de campo, apesar das condições extremas, o Eagles conseguiu vencer por 24 a 20, com um touchdown de Darius Cooper nos segundos finais. Fora dele, porém, o episódio deixou uma cena difícil de ignorar: jogadores precisando trocar chuteiras derretidas e resfriar os pés para conseguir continuar jogando.

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Tiago Munden
Iniciou no esporte como jogador no Amazon Black Hawks (Manaus) em 2009. Passou pelo GET Eagles (atual Galo) e se aposentou dos campos em 2016, passando a atuar na diretoria da equipe. Em 2017, tornou-se membro da Touchdown Mineiro e da FABr Network, cobrindo principalmente o futebol americano em Minas Gerais. Ingressou no América Locomotiva em 2018 e, no mesmo ano, passou a integrar a FEMFA. Em 2021, foi vice-presidente da CBFA na chapa com Cris Kajiwara. Desde 2016, atua também como narrador, comentarista, colunista, fotógrafo e cinegrafista.

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