
As seleções que compõem o grupo do Brasil na disputa do Mundial IFAF 2026, em Düsseldorf, iniciam a caminhada na Alemanha com um objetivo em comum: garantir a classificação direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Jogando em casa, a Alemanha enxerga o torneio como o momento de maior pressão e motivação de sua história. O quarterback alemão Benjamin Klever destacou o peso do confronto contra os brasileiros na última rodada da fase de grupos e projetou um embate intenso: “Acho que será um jogo muito físico. Do ponto de vista atlético, estamos em um nível muito alto, e se jogarmos com inteligência será uma ótima partida, mas certamente será um duelo duro”.
O respeito ao porte atlético do Brasil também foi um dos pontos enfatizados pelos representantes de Suíça e México. O defensor suíço Claudio Ferrari, que é medalhista mundial e aprendeu português após morar no Brasil, garantiu que a equipe estudou detalhadamente o elenco brasileiro antes da estreia.
Já o wide-receiver mexicano Christopher Padrón revelou a impressão deixada pelo time brasileiro durante as sessões de análise tática em vídeo: “Vemos um time muito sólido e bastante musculoso. Eles têm um sistema muito bom, sob o comando do head coach John, a quem conheço da Cidade do México. Temos muito respeito por eles e sabemos que farão um grande papel”.
Para além dos confrontos diretos contra a Seleção Brasileira, o clima no Grupo C é marcado pela busca por revanche e pela consolidação do entrosamento. A Suíça aposta em sua química de equipe por treinar junta com frequência para defender o favoritismo, enquanto o México foca em dar o troco nos suíços — que os tiraram do pódio no último Mundial — para buscar o ouro. Todos os adversários concordam que, com o ineditismo da corrida olímpica e o alto nível dos atletas, a margem para erros na Alemanha será zero para qualquer uma das potências da modalidade.


