
Marc-Antoine Dequoy encerrou a carreira no futebol americano profissional no Canadá, mas encontrou no flag football um novo caminho para seguir no esporte e tentar disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles.
Marc-Antoine Dequoy decidiu encerrar a carreira no futebol americano profissional em fevereiro deste ano, mas a aposentadoria não significou o fim de sua trajetória nos gramados. Aos 31 anos, o ex-safety do Montreal Alouettes passou a integrar o processo de seleção da seleção canadense masculina de flag football e agora tem como objetivo representar o país no Mundial da modalidade e, posteriormente, buscar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
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Dequoy foi anunciado inicialmente entre os 16 jogadores selecionados para a etapa seguinte do processo de formação da equipe canadense. A convocação ocorreu após o acampamento nacional realizado em Winnipeg, em maio. O grupo participou posteriormente de um período de preparação na Califórnia, antes da definição da equipe que disputaria o Campeonato Mundial de Flag Football da IFAF na Alemanha.
A mudança representa uma nova fase na carreira de um jogador que construiu seu nome no futebol americano. Dequoy atuou pelo Montreal Alouettes entre 2021 e 2025, conquistou a Grey Cup em 2023 e foi selecionado duas vezes para o time de estrelas da CFL. Em fevereiro desse ano, porém, anunciou sua aposentadoria do futebol profissional.
Pouco depois de anunciar a aposentadoria, Dequoy revelou que havia sido procurado pelo técnico Paul LaPolice, responsável pela seleção canadense de flag football. A possibilidade de continuar competindo em alto nível acabou abrindo uma nova porta para o jogador.
A transição entre as duas modalidades também é facilitada pelas características atléticas de Dequoy. No futebol americano “tackle”, ele atuava como safety, posição que exige velocidade, capacidade de leitura do jogo, cobertura defensiva e habilidade para reagir rapidamente às ações do ataque. No flag football, essas características continuam sendo importantes, embora sem o contato físico.
Em maio, Dequoy ainda não tinha uma posição definida na seleção. Na lista inicial de 16 atletas divulgada pela Football Canada, ele aparecia sem posição específica, enquanto nomes como Antony Auclair, ex-jogador da NFL, também faziam parte do grupo.
A evolução do processo, entretanto, confirmou a presença do ex-jogador da CFL na equipe canadense que disputará o Mundial de 2026. Na lista final divulgada em julho, Dequoy foi relacionado como RUSH/CB, funções que correspondem, no flag football, a atividades de pass rush e cobertura defensiva.
O Campeonato Mundial da IFAF será disputado entre 13 e 16 de agosto, em Düsseldorf, na Alemanha, e terá importância especial para o Canadá. A competição também faz parte do caminho de classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles.
O Canadá está no Grupo B, ao lado de Áustria, Japão e Nigéria (que sem visto, a equipe africana desistiu da competição). A equipe canadense estreia contra a Áustria em 13 de agosto, antes de enfrentar o Japão no dia seguinte.
O torneio terá ainda um peso histórico porque o flag football fará sua estreia no programa olímpico em Los Angeles 2028. No torneio masculino do Mundial de 2026, as duas melhores seleções elegíveis conquistarão a classificação olímpica.
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A história também ilustra a crescente aproximação entre o tackle e o flag football. Com a entrada do flag no programa olímpico, atletas que possuem experiência no futebol americano estão sendo incorporados aos programas nacionais de diferentes países, levando para a modalidade conhecimentos de leitura de jogo, velocidade e fundamentos defensivos.
No caso canadense, Dequoy é um dos exemplos mais expressivos dessa transição. O jogador que até poucos meses atrás disputava a CFL agora terá a oportunidade de tentar escrever seu nome na história do flag football — e, principalmente, ajudar o Canadá na corrida por uma vaga nos Jogos de Los Angeles.


