Árbitros brasileiros fazem prova por conhecimento e tiveram notas elegíveis para apitar na NCAA

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Os brasileiros já chegaram até a NFL, com Duzão e Cairo Santos em preparativos para a próxima temporada de Miami Dolphins e Chicago Bears, respectivamente. Vários jogadores já atingiram a NCAA (como o próprio Cairo Santos) e até técnicos nacionais têm experiência universitária nos EUA, como Bruno Barandas. Agora, chegou a vez dos árbitros.

No começo de julho, a NCAA, através da College Football Officiating (CFO) – órgão que gere a arbitragem da NCAA – realizou sua prova anual, com 100 questões. Essa prova habilita os árbitros americanos a continuarem arbitrando os jogos da entidade. No Brasil, fazemos a prova apenas para testar o conhecimento e três árbitros realizaram a prova e, na quinta-feira (15), Guilherme Carvalho (RJ), Pedro Barros (SP) e Rafael Casa (RS), participantes do 1.º Curso Nacional de Formação, submeteram a prova no sistema da CFO com resultados surpreendentes: eles acertaram 91 das 100 questões, obtendo as Eles tiveram às três maiores notas entre as 127 provas enviadas (as provas são feitas em trios).

“Fazer a prova em trio não foi diferente de como costumávamos estudar, uma equipe de árbitros conta com 7, então esse trabalho em equipe é fundamental, as vezes uma dúvida sua é o que o outro sabe de letra, é sempre bom ter essa troca de ideias sem perder a amizade. O mais divertido dessa prova foi notar as diferenças sutis mas importantes entre o livro da IFAF e o da NCAA, quem sabe um dia possamos apitar internacionalmente com essas regras”, afirmou Guilherme Carvalho, um dos aprovados.

Arbitragem nacional reforçada

Eles entraram na arbitragem através do Curso Nacional de Formação, que teve 202 inscritos, e que mantém estudos semanais de regras para manterem os alunos com o conhecimento e desenvolvimento aquecido. A EAFA (Escola de Árbitros de Futebol Americano) ainda vai lançar esse ano um curso de aprimoramento para Umpire, com a instrução de Gustavo Monobloco, experiente árbitro do Rio de Janeiro. Árbitros associados à ANAFAB e alunos EAFA terão descontos especiais.

“Como instrutor deles durante o curso, é muito notório que eles são três nomes que vão figurar bem no cenário nacional da arbitragem nos próximos anos. Óbvio que há muitos fatores que definem o que faz um árbitro ser bom ou não, mas o primeiro, que é o conhecimento de regras, estou muito tranquilo e satisfeito com a evolução deles em quatro meses. Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul estão com sorte de terem pessoas assim na equipe”, afirmou Guilherme Cohen, experiente árbitro carioca e da EAFA.

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