Com atuação irregular, Rednecks derrota Predadores⁠⁠⁠⁠

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Foto: Divulgação/Goiânia Rednecks

Neste sábado (15), Rednecks e Predadores se enfrentaram pela primeira rodada da BFA, no estádio SESI Ferreira Pacheco, em Goiânia. Em duelo com dois tempos extremamente distintos, o time da casa saiu com a vitória, pelo placar de 33×23.

O jogo

O primeiro quarto foi marcado pelos turnovers da equipe do Campo Grande Predadores, que em seu primeiro punt já cometeu um bad snap deixando a bola na linha de 25 jardas para o Goiânia Rednecks. Os mandantes capitalizaram o erro adversário e abriram o placar em conexão de Israel com Lucas “Rato” Pereira. Ponto extra convertido por Yago da Silva. (07×00)

Logo na sequência, em nova tentativa ofensiva, Edson Albuquerque – QB do Predadores – atrapalhou-se com a bola e a defesa do Rednecks rapidamente recuperou a posse de bola. Com início da jogada já no campo ofensivo e na linha de 35 jardas, Israel Buzaym em conexão com Bruno Aguiar em passe de 15 jardas ampliou o placar para os mandantes. (13×00)

Pressionados para conquistar seus primeiros pontos no jogo, Edson Albuquerque foi interceptado por Daniel Lima, que seguiu livre até a endzone adversária para mais um touchdown do Goiânia Rednecks (19×00)

Já no segundo quarto, a equipe de Goiás continuou mostrando sua força nos setores ofensivos e defensivos. Com passe preciso de Israel Buzaym para Ewan “B2” Nunes, o Rednecks anotou seu quarto touchdown na partida, o terceiro através de passe. Paulo Gustavo acerta entre o Y para mais um ponto extra. (26×00)

No início do terceiro quarto, Lucas “Rato” Pereira em retorno de kickoff conseguiu se desvencilhar das investidas do Campo Grande Predadores para anotar seu segundo touchdown na partida. Ponto extra convertido por Paulo Gustavo. (33×00)

Mesmo com a ampla vantagem dos donos da casa, o Campo Grande Predadores não se deu por vencido e chegou ao seu primeiro touchdown através de uma corrida de Pedro Henrique Amaral no meio das trincheiras inimigas. Ponto extra convertido de Felipe “Feijão” Alves (33×07)

Mais uma demonstração de que o Predadores “acordaram” no segundo tempo foi a interceptação de Felipe “Feijão Alves para retomar a bola para o ataque dos campo-grandenses.

Já no último período da partida, o Predadores continuava a querer descontar a vantagem do placar. Edson Albuquerque construiu a jogada ofensiva através de tentativas de corridas e um passe milimétrico para mais de 15 jardas. Na linha de 2 jardas para touchdown, Edson resolveu com as pernas e entrou livre na endzone para novo touchdown do Predadores. O chute extra acabou sendo bloqueado, mas caiu no colo de Edson Albuquerque para mais dois pontos dos visitantes (33×15)

Com menos de um minuto para o final de jogo, Felipe “Feijão” Alves ainda conseguiu receber um longo passe de Edson Albuquerque para sacramentar que o segundo tempo foi totalmente do Campo Grande Predadores. Conversão de dois pontos de Edson Albuquerque. (33×23)

Final de partida – Goiânia Rednecks 33 x 23 Campo Grande Predadores

Créditos: Weslley Currales

 

Felipe “Feijão” Alves, o faz-tudo do Predadores

O atleta da equipe visitante foi um dos destaques da partida. O jogador dobrou em campo e foi crucial para o segundo tempo fulminante dos Predadores. Com uma interceptação no terceiro quarto e um touchdown nos segundos finais do jogo, Feijão fez de tudo em campo.

Além das jogadas ofensivas e defensivas, Felipe também foi importante no time de especialistas, convertendo o único ponto extra dos campo-grandenses.

 

Goiânia Rednecks faz primeiro tempo perfeito

A equipe da casa conseguiu abrir uma vantagem exemplar no primeiro tempo de partida. O setor defensivo foi perfeito nos dois primeiros quartos de jogo e o ataque do Rednecks conseguiu capitalizar em ocasiões capitais.

“Goiânia Rednecks fez o melhor primeiro tempo de sua história. Fomos implacáveis, fazendo 27 pontos. No segundo tempo, coloquei alguns reservas no jogo e o nível técnico foi caindo com o tempo”, afirmou Igor Furtado, Head Coach do Goiânia Rednecks.

Arbitragem improvisada pela primeira vez na BFA

Este é o primeiro jogo da BFA que não foi apitado por árbitros que fazem parte do quadro regular da ANAFAB. A decisão chegou a ser anunciada um dia antes da partida através das redes sociais da ABRAFA – Associação Brasiliense de Árbitros de Futebol Americano, devido a não acordo entre as partes envolvidas.

Para a comissão técnica do Rednecks, a questão da arbitragem não interferiu no resultado final da partida: “Acredito que toda a situação da arbitragem foi razoável e não comprometeu no resultado da partida, o que foi bom”, comentou Igor Furtado, Head Coach do Goiânia Rednecks

O Salão Oval procurou a ANAFAB para se pronunciar sobre o caso arbitral na partida entre Goiânia Rednecks e Campo Grande Predadores e através de seu conselho gestor, emitiu a seguinte nota da partida:

Primeiramente, para um jogo de Futebol Americano da 1ª divisão, no Brasil, definiu-se que todos os jogos devem ter 7 árbitros, salvo situação excepcionalíssima. O jogo tinha 6 árbitros, não associados a ANAFAB, entidade máxima de arbitragem no Brasil.

A arbitragem não tinha postura de árbitros, desde postura corporal a vestimenta. Dois dos árbitros, dos quais um era o Referee, estavam com bonés virados para trás, até o início da partida. Ademais, o boné do Referee era cinza, aba reta, vinculado a um time da NFL, cheio de detalhes, quando deveria ser uniformemente branco.

A equipe desconhecia claramente a mecânica de jogo. Vide exemplos:

– Em uma mecânica de 6 árbitros, não existe a figura do Back Judge e eles colocaram um árbitro para fazer este papel, em detrimento da posição de Umpire.

– O Referee se posicionava exatamente atrás da bola, quando deveria estar em um ângulo de 45º, possibilitando uma melhor visão de sua chave de observação no campo, que seria o QB e os backs dentro do Backfield.

– Em jogadas de Kickoff, dois dos 6 árbitros ficavam atrás do time de chute, quando deveriam estar entre o time de chute e a Endzone adversária, em suas devidas posições.

Tais questões demonstram que a arbitragem não se preparou para um jogo deste porte, não teve interesse em estudar os livros de regras, muito menos o de mecânica de jogo, o que prejudica bastante na análise das jogadas, enquanto o jogo está acontecendo.

Há informações de que o Referee da partida não apitava um jogo oficial de Futebol Americano desde 2014 e que 3 dos demais árbitros jamais arbitraram uma partida.

Um jogo normal, com um placar de menos de 20 pontos e 20 faltas tem a duração média de 3 horas, no Brasil. O jogo em referência, ficou 33 X 15, 49 faltas e durou cera de 2h35.

O jogo foi extremamente faltoso. Apenas o primeiro tempo teve 35 faltas. Porém, no intervalo a arbitragem e o HC do Rednecks se reuniu no meio do campo e no segundo tempo aplicou-se cerca de 1/3 das faltas do primeiro tempo.

A arbitragem teve erros crassos como:

– Apitar faltas que deveriam ser em bola morta apenas após ela ter se encerrado. Isso gerou um prejuízo para o Predadores de 60 jardas apenas na primeira jogada;

– Apitar faltas que deveriam ser em bola viva, como bola morta, no caso de offsides, por exemplo, retirando a vantagem do ataque;

– Desconhecimento de aplicação de regras de pós chute da scrimmage – Deu uma primeira descida para o Predadores, quando a posse da bola deveria ser do Goiânia Rednecks, após um Punt em 4ª descida;

– Após uma corrida de 20 jardas, em uma jogada em que houve uma falta para cada lado em bola viva, a arbitragem aplicou o resultado da jogada, ignorou as faltas e deu primeira descida ao Rednecks, quando a bola deveria voltar ao ponto anterior e anular aquela jogada. Esta má aplicação facilitou o TD do time mandante no snap seguinte; Em outra oportunidade, após um Touchdown do Rednecks houve duas faltas em bola morta. Ao invés de as faltas se deixarem a bola na mesma posição inicial do TRY, aplicou-se uma no chute do TRY e outra no Kickoff.

– Aplicação equivocada da penalidade das faltas, como 10 jardas em uma facemask, quando deveriam ser 15 jardas e metade da distância para gol em interferência de passe de defesa, quando deveria colocar a bola em B-2, considerando de onde saiu o snap anterior, conforme determina a regra; Em outra interferência de passe, a arbitragem aplicou a falta do ponto posterior, como acontece na NFL, beneficiando demais a equipe que sofreu a falta.

Por fim, após se lançar a “flag” a arbitragem demorava bastante na comunicação das faltas, mas isso decorre simplesmente da falta de conhecimento da mecânica de jogo.

Pontuadores

TDs:

[Rednecks] – Israel Buzaym (3 – passando), Lucas Pereira (1 recebendo, 1 retorno kickoff), Bruno Aguiar (1 recebendo), Daniel Lima (1 pick6), Ewan “B2” Nunes (1 recebendo)

[Predadores] – Edson Albuquerque (1 – correndo, 1 – passando), Pedro Amaral (1 correndo), Felipe Alves (1 – recebendo)

XP:

[Rednecks] – Paulo Gustavo (2), Yago da Silva (1)

[Predadores] – Felipe Alves (1)

Conversão de 2 pontos:

[Predadores] – Edson Albuquerque (2)

Próximos Jogos

Na próxima rodada, o Campo Grande Predadores faz sua primeira partida em casa, dia 29/07, contra o Sinop Coyotes. Já o Rednecks, volta a campo só dia 12/08, onde a equipe vai até Brasília enfrentar o Tubarões do Cerrado, no primeiro jogo de futebol americano do Estádio Nacional Mané Garrincha.

> Confira a agenda e classificação da Conferência Centro-Oeste da BFA 2017

2 COMENTÁRIOS

  1. RIDÍCULO!!
    Essa equipe deveria ser banida da competição. Estão denegrindo a imagem do esporte no Brasil e a imagem dos árbitros que dedicam-se e fazem o melhor possível.

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