Istepôs derrota Rex em Timbó e suspira por 1º lugar

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Nas últimas três finais, o Istepôs não conseguiu passar pelo Rex. A vitória de hoje é um sinal de que tudo pode ser diferente em 2018? Foto: Assessoria Istepôs

Um Campeonato Catarinense de tirar o fôlego e que teve a partida em Timbó como ótimo exemplo disso. Jogando fora de casa e pressionado para não tomar mais de 38 pontos (o que o desclassificaria), o Istepôs entrou em campo contra o T-Rex com um plano na cabeça e uma bela execução do mesmo. Cuidando da bola, correndo bem com JP para gastar o relógio, e com sua forte defesa de sempre, os visitantes não só tomaram somente oito pontos, como fizeram dez e derrotaram o atual tricampeão: 10 a 08 para o Istepôs.

O clássico entre as equipes simplesmente definiu as três últimas finais do Campeonato Catarinense, todas com vitórias do T-Rex sobre o Istepôs. Por isso, o triunfo de hoje foi muito comemorado pelos visitantes, que haviam vencido em Timbó pela última vez em 9 de julho de 2016.

Com a calculadora na mão

O time agora suspira em frente à calculadora para saber se ficará com o seed 1 da competição. Se o Black Hawks derrotar o Buffalos amanhã, teremos Istepôs, Rex e Black Hawks com campanha 3-1 e vitórias alternadas (o Rex derrotou o Hawks, o Hawks derrotou o Istepôs e o Istepôs o Rex), o próximo critério de desempate são os pontos sofridos. Istepôs e Hawks têm, neste momento, 30 pontos sofridos (e o Rex 34). O penúltimo critério desempate são os pontos feitos. Com 74 pontos do Istepôs e 57 do Black Hawks, o time do Hawks precisa vencer pelo placar de 18 a 00 (não pode levar pontos) ou mais para ser o primeiro.

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Como foi o clássico

Guardando bem a bola e gastando o relógio de forma inteligente, o Istepôs chegou à redzone do Rex. Mas nas últimas cinco jardas o time foi interceptado de maneira frustrante. Com as costas na parede, o Rex não conseguiu avançar e no punt, Marcos Bunn bloqueou o chute e abriu o placar: 2 a 0 para o Istepôs.

Os times reduziram os erros e as faltas e continuaram a gastar bem o relógio. Em campanha que alternou seus três quarterbacks (Bassani como wide-receiver e Guilherme alternando com Romário), o Rex chegou a endzone com o red option mortal do Romário Reis: com o extra-point falho após snap ruim, o placar ficou em 6 a 2 para o Rex.

No terceiro quarto, Romário continuou no comando de ataque do Rex, mas não conseguiu conectar com Bassani e com Ian Bittencourt. Na jogada com o ex-jogador do Miners, seria um lindo touchdown de 60 jardas de passe do talentoso quarterback canhoto cearense.

Depois de um terceiro período um tanto sonolento, o último quarto começou com um passe longo do quarterback Mazzola para o acrobático gigante Cabelo. O wide-receiver, com o cornerback em seus pés, se esticou para garantir o touchdown dos visitantes. Torquato conseguiu mais dois pontos, deixando o Istepôs na frente: 10 a 6.

Com muitas e muitas faltas, o Rex não conseguiu avançar e foi obrigado a pressionar o ataque do Istepôs para retomar a bola. E a pressão deu certo – o punt bloqueado garantiu um safety para o Rex: 10 a 08 para o Istepôs

Dentro dos dois minutos, o Rex não conseguiu chegar à endzone e foi para o field goal para tentar a virada. Em um lance de muito suspense, o chute do Diego Boddenberg não foi confirmado e o placar de 10 a 08 decretou a festa dos jogadores do Istepôs em Timbó.

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Compacto da partida:

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Editor-chefe do Salão Oval, maior plataforma de mídias destinada ao FABR, Social Media Journalist da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e Social Media Editor para a Premier League (Campeonato Inglês de Futebol). Realizei coberturas nacionais pelas cinco regiões do Brasil e também nos EUA (Mundial de Ohio) e Perú (1º Torneio Guerrero de Los Andes), sempre acompanhando o futebol americano nacional de perto. Narrador e comentarista para o futebol americano nacional em diversas ocasiões (BandSports, Fox Sports e Globo Esporte.com), fui também jogador da Lusa Lions (flag 2008) e do Corinthians Steamrollers (2009 a 2012).

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