Hawks usa corridas e tira invencibilidade do Istepôs

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Carlos Medeiros, o Black, foi o destaque da partida, com dois touchdowns. Foto: Carlos Constantinov Jr. / Salão Oval

Jogos de alto nível técnico não são comuns nos estaduais pelo Brasil. Mas foi isso que ocorreu na tarde deste domingo no Clube Atlético Tupi em Gaspar, Santa Catarina. Black Hawks e Istepôs realizaram uma partida em que a concentração fez toda a diferença. Com a execução de duas ações mais consistentes e abusando das corridas no surpreendente read option do quarterback Carraro e do running back Carlos Black, o time da casa foi melhor e conseguiu a vitória por 20 a 07 sobre o até então invicto Istepôs.

Como foi a partida

O Black Hawks parou a boa primeira campanha de ataque do Istepôs, que parecia bastante promissora. No ataque, o time de Gaspar fez um lindo touchdown na corrida do running back Carlos Black, ex-T-Rex: 7 a 0 Black Hawks (extra-point convertido)

Novamente no ataque, o Istepôs chegou às portas da endzone, mas uma interferência de passe de Piá impediu a pontuação. Na jogada seguinte, já na redzone, o quarterback Mazzola lançou mal e o safety Piá interceptou a bola, salvando mais uma vez o time da casa.

De volta ao ataque, o Black Hawks não encontrou espaços na defesa do Istepôs, com o quarterback Carraro sofrendo um lindo sack do defensive end Marcos Bunn (convocado para o amistoso do Mineirão pela Seleção Brasileira).

O segundo quarto chegou e as defesas continuaram a levar sobre os ataques, com o linebacker Dariel (também ex-T-Rex) impedindo o avanço dos visitantes. Em uma jogada crucial, Carraro fez um lindo passe para o wide-receiver Caveira, que dropou a bola dentro da endzone.

O terceiro quarto começou com lindos avanços do read option da dupla Black (RB) e Carraro (QB). Na redzone, o Black Hawks engolido pelo front-seven do Istepôs, culminando com um sack-fumble de Marcos Bunn sobre o Carraro. Para não ficar sem lucro algum de uma boa campanha, o Black Hawks foi para o field goal, que não teve sucesso.

Se o ataque do Istepôs não conseguiu avançar nem as 10 jardas e mandou um punt dentro das 10 jardas do Black Hawks, o time da casa abriu uma avenida para Carraro correr 75 jardas até a redzone adversária e recolocar o time de Gaspar em condições de pontuar. Desta vez, o touchdown saiu no passe de Carraro para o wide-receiver André Lang: 13 a 00 Black Hawks (extra-point sem sucesso).

O Istepôs respondeu com um bom retorno do experiente safety Paulo Torquato, que levou os visitantes até o meio de campo. Na sequência, o running back JP Ramos conseguiu um first down com uma boa corrida pelo meio. Mas se Bunn era o destaque da linha de defesa do Istepôs, Schevchenko era o cara da defesa do Gaspar: ele recuperou um fumble e recolocou o time da casa no ataque.

Com a bola, o Black Hawks continou ferindo a defesa do Istepôs com as corridas de Carraro e Black. O running back conseguiu mais uma linda corrida para ampliar o placar no Clube Atlético Tupi: 20 a 00 Black Hawks (extra-point convertido).

Se as corridas eram a tônica do Black Hawks em todo o jogo, no último quarto era a receita para gastar o relógio. Já o Istepôs buscava os passes longos com Fuji e Cabelo para tentar avançar e diminuir o prejuízo. No entanto, o touchdown derradeiro da partida foi de corrida, com JP Ramos: 20 a 7 para o Black Hawks, placar final.

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O que vem por aí

O Black Hawks conseguiu triunfar e tem agora a campanha 1-1, com Itajaí Dockers e Corupá Buffalos ainda em sua agenda de jogos. Já o Istepôs está com 2-1 e vai encerrar sua campanha na fase regular no clássico contra o T-Rex, o adversário que o derrotou nas últimas três finais do estadual.

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Editor-chefe do Salão Oval, maior plataforma de mídias destinada ao FABR, Social Media Journalist da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e Social Media Editor para a Premier League (Campeonato Inglês de Futebol). Realizei coberturas nacionais pelas cinco regiões do Brasil e também nos EUA (Mundial de Ohio) e Perú (1º Torneio Guerrero de Los Andes), sempre acompanhando o futebol americano nacional de perto. Narrador e comentarista para o futebol americano nacional em diversas ocasiões (BandSports, Fox Sports e Globo Esporte.com), fui também jogador da Lusa Lions (flag 2008) e do Corinthians Steamrollers (2009 a 2012).

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