Cruzeiro vence “clássico” contra Tritões e conquista Sudeste

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O Sada Cruzeiro teve a sua partida mais difícil no ano para chegar as semifinais da BFA Foto: Chiarini Jr

Uma final que era entre conhecidos, mas de duas equipes que se enfrentavam pela primeira vez. Além do head coach Dan Levy, sete jogadores do Sada Cruzeiro jogaram ou foram formados no time do Tritões: Alvaro Fadini (QB), Rafael Fadini (RB), Pedro Medici (WR), Victor Quintas (OL), Victor Thome (OL), Dhiego Taylor (OL) e Breno Ribeiro (DL). Com rostos familiares, o esperado era um clima de clássico.

E foi o que aconteceu na disputadíssima partida contra do mineiros contra os capixabas, disputada a cada jarda e com o domínio das defesas, que fizeram um pick six cada uma. A diferença foi o quarterback celeste Álvaro Fadini, que, apesar de ter sido interceptado duas vezes, fez a diferença ao correr para a endzone e decretar o 14 a 07 do primeiro tempo, e ao passar para Mega no último quarto, determinando o 21 a 07, placar final do jogo.

O jogo

Mal começou, a partida já tivemos o zero retirado do placar pelo lado azul da final da Conferência Sul. No ataque do Tritões, o outside linebacker Ryan David, interceptou o quarterback Tivim e levou para a endzone: 7 a 0, com ponto-extra confirmado por Chaw.

O Tritões foi para o ataque, mas teve que finalizar a campanha com um punt. O quarterback Álvaro Fadini escolheu passes para chegar ao campo de ataque, mas Sagat deixou a bola escapar e o polivalente americano LaParish Lewis recuperou a posse para os visitantes.

No segundo quarto, quando o Cruzeiro parecia que ia ampliar, o Álvaro foi interceptado por Novatinho, que correu 50 jardas para um lindo pick six: 7 a 7, com ponto-extra confirmado por Marcelão.

Depois de posses trocadas, Álvaro Fadini foi novamente interceptado, agora pelo linebacker Dolgana. Na sequência, Tivim foi sacado, e a situação se complicou para os visitantes, que mais uma vez tiveram que ir para o punt. Com boas escolhas de jogadas, Álvaro Fadini se recuperou e finalizou a campanha com seu inevitável touchdown terrestre de todos os jogos: com mais um ponto-extra de Chaw, 14 a 7 para o Sada Cruzeiro.

O terceiro quarto começou com o mesmo equilíbrio entre as equipes, em uma batalha das linhas ofensivas e defensivas. No entanto, o cabo de guerra favoreceu o time da casa, que no jogo terrestre com Álvaro e o running back novato Moreno chegou à redzone. Dolgana, destaque do Tritões, conseguiu um tackle for loss e forçou um field goal de Chaw, que foi bloqueado.

Os capixabas já iniciaram a campanha no campo de ataque, na jarda 46, mas a guerra das trincheiras continuou e adentrou o último quarto. Moreno conseguiu levar o Cruzeiro até o campo de ataque em corrida de 30 jardas. Em big play, Álvaro acionou o wide-receiver Victor Hugo Mega, que escorregou e não conseguiu a recepção. Na outra chance que teve, Mega não deixou escapar o lindo passe de Álvaro: 21 a 07, após ponto-extra de Chaw.

O Tritões foi para o tudo ou nada com o protagonista LaParish ditando o ritmo dos passes longos. O corner Rapha Cruz impediu um touchdown certo do wide-receiver Cirilo. Na sequência, LaParish colocou o Tritões na redzone em um passe de 45 jardas para Seiya. O fim da campanha que chegou na primeira para o touchdown foi uma quarta descida que terminou com o sack de Tuleba em cima de Tivim.

Sabiamente, o Sada Cruzeiro gastou os três minutos finais com o jogo corrido, já que o Tritões já tinha gasto dois timeouts.

O que vem por aí?

O Sada Cruzeiro irá enfrentar na semifinal da BFA o time de melhor retrospecto no esporte nacional, o Coritiba Crocodiles, bicampeão nacional (2013-14) e heptacampeão paranaense (2009-2015).

A outra semifinal será entre o campeão da Conferência Nordeste (definido amanhã, entre Espectros x Caçadores) e o Cuiabá Arsenal (campeão da Conferência Centro-Oeste).

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Editor-chefe do Salão Oval, maior plataforma de mídias destinada ao FABR, Social Media Journalist da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e Social Media Editor para a Premier League (Campeonato Inglês de Futebol). Realizei coberturas nacionais pelas cinco regiões do Brasil e também nos EUA (Mundial de Ohio) e Perú (1º Torneio Guerrero de Los Andes), sempre acompanhando o futebol americano nacional de perto. Narrador e comentarista para o futebol americano nacional em diversas ocasiões (BandSports, Fox Sports e Globo Esporte.com), fui também jogador da Lusa Lions (flag 2008) e do Corinthians Steamrollers (2009 a 2012).

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